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Rotary Club Curitiba Bairro Alto - Núcleo de Desenvolvimento Comunitário

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(Click na imagem) .:. - BAIRRO ALTO - "Daqui partiram os colonizadores em direção ao marco zero de ( Kurí'ýtýba ) CURITIBA ..."

.: O Bairro Alto

Vindos de Paranaguá ...











...já era fim de tarde do dia 18 de novembro de 1668. Estavam alí, próximos ao rio Ivo, serra acima, trinta "homens bons" e vários indigenas, dentre eles o cacique da tribo Tingui, chamado de Tindiquera. Entre os brancos estavam Baltazar C. dos Reis, Mateus Leme, o capitão das canoas do sul - Eleodoro Ebano Pereira a figura mais importante e responsavel por aquela reunião. Seu nome era Soares do Vale. Naquela noite, o cacique Tindiquera ficou o cajado na terra, indicando o local onde seria seguro construir a igreja para a Santa (Nossa Senhora da Luz). - Core-Atuba (Core: Pinhão; Atuba: Região com cmuitas árvores frutiferas.) - Essas foram as palavras do indio.

A partir daquela noite, a Vila de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais de Core-Atuba estava fundada.

A data da fundação da cidade de Curitiba mudou para 29 de março de 1693 quando em 1906 os historiadores entraram em consenso.
Agora vamos falar um pouco de alguns dos principais responsaveis pela fundação da cidade.
- Cacique Tindiquera: Cacique da tribo Tingui, que vivia na região onde hoje está a cidade de Curitiba. Suas casas não eram ocas tradicionais, mas sim buracos na terra, pois a região era muito fria.
- Soares do Vale - Fugiu da capitania de São Paulo por conta de um desentendimento com o governador da mesma. Foi parar às margens de um rio, numa região onde os indios denominavam de Atuba. (Muitas arvores frutiferas). Como os indios eram amigaveis, mandou recado para sua familia e amigos virem ao seu encontro.
Vieram eles, então, trazendo uma estátua de madeira de uma Santa ( Nossa Senhora da Luz) da qual eram devotos.
Aqui chegando, estabeleceram-se às margens do rio Atuba e o local ficou conhecido como Villinha.
Queriam eles construir uma capela para a Santa, mas improvisaram um altar e verificaram que a santa, milagrosamente, mudava de posição de um dia para o outro, como se quisesse apontar um outro lugar para a construção da capela.
Impressionados com o fato da santa mudar de posição, os moradores da Vilinha foram mudando de lugar, dia apos dia, até que a santa finalmente parou de se mexer.
Estavam eles às margens do rio Ivo, onde exploradores e faicadores já haviam descoberto ouro.
Só tinha um problema. Grande parte daquela região ficava alagada quando das cheias dos rios (Ivo, Belem, etc...).
Perguntaram então para o cacique da tribo Tingui se havia algum local que não inundava com as cheias e pediram para que ele apontasse.
O cacique da tribo Tingui, no entardecer do dia 18 de novembro de 1668 apontou o local.
Este local era um antigo cemiterio indigena e não alagava. Alí foi construida a capela para a Santa, que transformou-se na catedral de Curitiba e na Praça Tiradentes.

Uma linda lenda, originária dos primeiros moradores de Curitiba, que nem Curitiba ainda era, conta que a primeira capela erguida em homenagem à Nossa Senhora da Luz era às margens do rio Atuba, no vilarinho dos Cortes, acampamento de sertanistas caçadores de ouro.
Ao longo do tempo, os moradores da região repararam que o olhar da estátua seguidamente voltava-se para os campos na direção do poente, os quais eram chamados pelos tupis de “Curitiba” (muito pinhão).
Porém, essa região era dominada pelos caingangues, índios ciumentos dos frutos e dos bosques de “fuong” (pinheiro). Mesmo assim, Nossa Senhora insistia em mirá-la. Todas as manhãs aparecia com os olhos luminosos voltados para lá.
Foi essa insistência que fez os sertanejos do Atuba se embrenharem pelo que depois seria o Bairro Alto, penetrar os pinheirais dos futuros Ahú, Bacacheri e Juvevê. Foi então que surgiram na planície dominada pelos caingangues, prontos para a peleja.
Nossa Senhora, lá no Atuba, sorriu. Sorriu por que não houve guerra. E sim, o arremesso dos arcos caingangues ao chão, em sinal de paz. Do chefe índio partiu o acolhedor chamado “Ha kantin!” (Vinde!). A cuia de mate, símbolo máximo da hospitalidade, foi oferecida ao chefe caingangue. E depois passou por todos os guerreiros brancos.
Em seguida, Arakxó (gralha branca), antepassado da dinastia dos arakxós que outrora mandavam na nação, trajando o manto branco comum entre os guerreiros da sua raça e ornamentado com o cocar multicor de sua suprema autoridade, fincou o inseparável bastão dos caingangues no chão e exclamou: “Tá! Tati kéva!” (Aqui! Aqui é o lugar!), indicando ali o local em que os brancos deveriam construir o centro do seu povoado
Conta ainda a lenda que, ao enfiá-la no solo, o chefe índio voltou-se para o seu povo e ordenou: “Kuri tin!” (Prontos para a marcha!). E em seguida, deu o comando: “Muna!” (Vamos!). Lentamente, todos os caingangues seguiram rumo às florestas do ocidente, deixando os brancos no que hoje é o centro da nossa linda, moderna e modelo pra o país inteiro, Curitiba.

Lenda de Nossa Senhora das Candeias

A lenda de Nossa Senhora das Candeias é um mito sobre a fundação de Curitiba. Haveria uma imagem de Nossa Senhora das Candeias, localizada na capela do primeiro vilarejo da região, a Vilinha, ainda às margens do Rio Atuba (Curitiba). Todas as manhãs esta imagem estava voltada para uma dada direção. Interpretando como uma vontade da Santa, foi feito um contato com o cacique dos índios tingüi, o cacique "Tindiquera". Este teria localizado o novo local e colocado uma vara no chão, dizendo "Coré Etuba", com o significado de "muito pinhão". Desta vara teria brotado uma frondosa árvore, sendo este o marco zero da cidade de Curitiba.






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